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Inteligência Factor Kline
QUINTA-FEIRA, 28 DE MARÇO DE 2019

Cosméticos verdes continuam avançando e devem crescer 10% nos próximos anos

Pesquisas apontam que consumidor está mais propício a compras sustentáveis e com valores bem definidos pelas marcas

 

Produtos e iniciativas conscien­tes, que respeitam a nature­za e levam em consideração os impactos de sua produção, estão ganhando cada vez mais espaço nas escolhas dos consumidores. Motivados principalmente pela geração millenium, os cosméticos verdes têm sido um dos nichos de maior crescimento nos últimos anos dentro do setor de Higiene e Beleza. Segundo a consultoria americana Grand View Research, o mercado de beleza verde, natu­ral e orgânica deverá atingir um faturamento de US$ 25 bilhões até 2025, em todo o mundo.

No Brasil, estes produtos ainda correspondem a um mercado bastante segmentado, mas que demonstra boas perspectivas para os próximos cinco anos, um crescimento entre 5% e 10%. “É importante ressaltar que o brasi­leiro ainda está descobrindo os produtos naturais”, explica Julia­na Bondança, consultora para o mercado de químicos, materiais e personal care da Factor-Kline, consultoria especializada em pes­quisa de mercado.

A consultora acrescenta que, para um cosmético ser classificado como natural, precisa apresentar mais de 90% de ingredientes des­te tipo em sua formulação, caso contrário, é considerado apenas com apelo verde ou sustentável. “Marcas que desejam investir nes­se nicho estão apostando muito no lançamento de linhas paralelas com apelos naturais ou as chama­das freefrom, que não possuem sulfato na composição. Isso tem chamado a atenção do consumi­dor”. Em terras brasileiras, os pro­dutos de origem natural focado em pele são os com maior aceita­ção no mercado, justamente pela busca de opções que ofereçam maior adaptabilidade.

Para criar um cosmético verde é necessário que se substitua in­gredientes sintéticos por opções vegetais, porém nem todas as matérias-primas conseguem ser trocadas e, ainda assim, oferecer o mesmo resultado, por isso, para que o mercado avance ainda mais, é necessário um passo atrás do segmento de P&D. “Como ainda estamos mais presentes no merca­do de apelo natural, as empresas apenas trocam alguns ingredien­tes e pronto, ela está entregando algo mais consciente, mas sabe­mos que precisamos de mais que isso. É muito importante retornar a importância do P&D na formula­ção, com estudos e investimentos em novos ativos que irão entregar o mesmo sensorial de um produto sintético”, observa Juliana.

Em questão de preço, os valo­res de cosméticos verdes podem chegar ao dobro do formulado com ingredientes sintéticos, mas uma mudança no comportamen­to do consumidor já mostra que ele está cada dia mais propenso a pagar por esse benefício para si mesmo e para o meio ambiente. Em alguns anos, com o aumento de incentivos e novas matérias­-primas para cosméticos naturais, espera-se que o preço fique mais competitivo, seguindo a lógica da oferta e demanda.

 

Brasil na vanguarda dos processos sustentáveis

Não só da matéria-prima vem a inovação do produto final, o im­portante é que toda a cadeia produtiva esteja alinhada com os processos mais sustentáveis, des­de a produção ao descarte e rea­proveitamento da embalagem. A empresa brasileira de embalagens Box Print foi a primeira gráfica da América Latina a receber o selo FSC de remanejo florestal, que comprova que a empresa possui a responsabilidade de repor na natu­reza as matérias-primas que retira. A companhia conquistou o título em 2005, período que, segundo Rodolpho Brugugnolle, adminis­trador de contas da Box Print, as primeiras pesquisas já apontavam os cosméticos verdes como uma tendência para os anos seguintes.

“Sempre tivemos essa preocupa­ção com a sustentabilidade. Nos últimos seis anos, implementamos um pacote de ações sustentáveis, como uso de energia limpa (des­de 2016, a empresa usa energia de fontes renováveis), reduzimos 85% da água dos processos pro­dutivos e nossas três unidades fabris possuem luzes de led. Es­ses processos, em conjunto, pos­sibilitam que hoje entreguemos o cartucho Box Print Green”, conta o executivo. A empresa que opta pelo cartucho Green pode colocar na própria embalagem o selo FSC.

Os produtos com certificações sustentáveis possuem maior valor agregado e transmite confiança e credibilidade ao consumidor. “Estamos em um momento de transição do comportamento de consumo. Hoje, notamos maior engajamento e preocupação do consumidor com o meio ambiente. Isso demonstra uma oportunidade grandiosa de mercado de nicho, com toda a cadeia cosmética tra­balhando em um bem comum, em uma economia circular”.

O mercado cosmético brasileiro tem grandes trunfos ao seu favor, pois já conta com tecnologia em insumos, matéria-prima e com­ponentes, sem a necessidade de importação. Um bom exemplo é a celulose oriunda do Eucalipto, que, graças às condições de clima e solo, consegue realizar em seis anos todo o processo do plantio até a produção da celulose, sendo considerado o menor tempo para produção dessa matéria-prima em todo mundo. Os Estados Unidos produzem em cerca de oito anos e o mercado europeu, no período de dez anos. Isso mostra o forte potencial para a geração de fontes renováveis em solo brasileiro.

 

Negociações disruptivas

Não dá para falar em sustentabi­lidade sem pensar nas compensa­ções que são necessárias ao meio­ambiente. Um dos objetivos das empresas com consciência verde, atualmente, é cumprir as metas de emissões de carbono, que são res­ponsáveis pelo efeito estufa. Uma das principais ações das compa­nhias é a compensação do carbo­no, já que às vezes não conseguem reduzir, por isso precisam neutra­lizar essa emissão, ou seja, reen­viar oxigênio ao planeta por meio de plantio de árvores. A Box Print, por exemplo, conta que, em 2017, emitiu 5.347,44 toneladas de CO² e plantou 27.729 árvores, número três vezes maior que o necessário. Essa ‘sobra’ é chamada de crédito de carbono e, em breve, passará a ter valor para as empresas.

“Já existe a venda de crédito de carbono em alguns países, que é a venda desse excedente de oxi­gênio para as empresas que não conseguiram neutralizar suas emissões. Aqui no Brasil, ainda so­mos beneficiados por nosso ecos­sistema e vasta área verde, mas acredito que nos próximos cinco a dez anos também teremos essa medida por aqui. Inclusive, países passarão a exigir esses créditos no fechamento de transações inter­nacionais”, conclui o administra­dor da Box Print.

Fonte: Factor-Kline

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