Aguarde por gentileza.
Isso pode levar alguns segundos...

Painel H&C
HouseHold
TERÇA-FEIRA, 1 DE OUTUBRO DE 2019

Mapeamento indica que bactérias sobrevivem à limpeza diária em UTI

Estudo realizado no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto (HCFMRP), da USP, mapeou as comunidades de microrganismos que habitam as unidades de tratamento intensivo (UTIs) da instituição. Os autores da pesquisa observaram diferenças na composição da microbiota das superfícies das UTIS e, também, que muitas bactérias potencialmente causadoras de doenças que vivem nesses locais são resistentes aos produtos de limpeza utilizados para minimizar o risco de infecções hospitalares. 

Os resultados foram publicados 28 de agosto em artigo na revista especializada Frontiers in Public Health. Segundo dados dos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, naquele país as infecções hospitalares matam cerca de 72 mil pessoas por ano e geram custos estimados de US$ 97 a 147 bilhões.

No Brasil, dados de 2014 referentes às UTIs de 1.692 hospitais apontaram a incidência de cinco infecções primárias da corrente sanguínea laboratorial a cada mil catéteres venosos centrais por dia em UTI adulto. Esse tipo de infecção é um dos mais comuns dentro de hospitais. Essas informações constam no documento que apresenta as metas do Programa Nacional de Prevenção e Controle de Infecções Relacionadas à Assistência à Saúde (2016-2020). O documento foi publicado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

A pesquisa no interior de São Paulo foi feita a partir de uma parceria da Comissão de Controle de Infecções Hospitalares do HCFMRP com pesquisadores da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto (FFCLRP) da USP. O mapeamento utilizou técnicas de sequenciamento de nova geração. São técnicas que permitem identificar uma quantidade de gêneros e espécies de microrganismos muito maior do que o cultivo em laboratório.

“Como não precisa cultivar previamente, conseguimos extrair DNA de microrganismos cultiváveis e não cultiváveis. Os não cultiváveis requerem algumas condições que não somos capazes de imitar em laboratório. Normalmente são os mais extremófilos, ou seja, que vivem nos ambientes mais extremos”, conta a microbiologista María Eugenia Guazzaroni, professora da FFCLRP e uma das autoras do estudo. Ela explica que, atualmente, cerca de 97% das bactérias de qualquer tipo de amostra não são cultiváveis.

A intenção da pesquisa foi avaliar a qualidade da limpeza concorrente das UTIs adulta e neonatal do hospital. Limpeza concorrente é um protocolo que determina que profissionais de enfermagem devem limpar os leitos da UTI diariamente, ainda durante a internação dos pacientes. O enfermeiro ou enfermeira limpa toda a área em torno do paciente, incluindo colchão, bombas de infusão e respirador para diminuir a concentração de microrganismos no ambiente e prevenir transmissões de um paciente para outro.

 

Fonte: Jornal da USP (reportagem de Silvana Salles)

Tags

  • limpeza UTI
  • bactérias resistentes

Veja também:

Parceiros H&C
  • ABC
  • Abipla
  • Abre
  • ABT
  • Anvisa
  • FCE Cosmetique
  • FtechSM
  • iCosmetologia
  • AACD
Rua Com. Miguel Calfat, 92 - Vila Nova Conceição - São Paulo – SP – CEP 04537-080

Ftech Soluções em Internet