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Matéria Digital
TERÇA-FEIRA, 1 DE OUTUBRO DE 2019

Terceirização deve ganhar força no País

Profissionais do mercado destacam a relevância da terceirização e como ela pode contribuir para o crescimento do setor

“A maior oportunidade do mercado de cosméticos está na construção de marcas próprias. Esse é o grande negócio do futuro para quem tem veia de empreendedor e vontade de vencer”, afirma Fabio Sacheto, consultor de negócios e fundador da Florus, empresa de terceirização de cosméticos e perfumes. Segundo o executivo, as grandes empresas não conseguem atender a nichos específicos e “aí existe um mundo de oportunidades para quem tem disposição para trabalhar e detém o conhecimento para chegar corretamente ao cliente”.

A Florus é uma fábrica especializada em terceirização, que representa 100% do seu faturamento. Os carros-chefes da empresa são produtos de tratamento – creme faciais, celulite, estrias, antiacne –, perfumes, aromatizadores e linha capilar. Os principais clientes da empresa são: Dudalina, Morena Rosa, Hotel Botanique, Farmácia Buenos Ayres, Sensory Cosméticos, LePoo, Clube Multinível, MD Cosméticos, Inodore, Beautyway, Modelare, Meskle, Reelift e Poggio.

Por enquanto, o negócio está focado apenas no mercado de cosméticos, mas já está em processo de certificação para produtos saneantes.

 

Mercado promissor

Sacheto afirma que o mercado de marca própria tem crescido significativamente nos últimos anos, tanto em termos de empresas de varejo que querem a marca própria em suas redes, como é o caso de supermercados, quanto como para atender pequenos negócios, como salões de beleza, clínicas de estética, marcas de roupa, barbearias e empreendedores que desejam lançar a própria marca como uma nova opção no mercado.

“Embora a economia venha enfrentando uma fase difícil há vários anos, a Florus não sentiu efeito negativo algum, em função de possuir uma ampla carteira de clientes para distribuir o faturamento. Assim, quando um cliente reduz o pedido ou a operação, outro cliente compensa essa lacuna”, conta o executivo.

Além do mais, Sacheto acrescenta, fabricar produtos como terceirista é “um excelente negócio”. “Como fábrica, podemos ter uma operação bem mais enxuta que uma marca e conseguimos reproduzir processos. Embora a margem deste modelo de negócios é bem menor que a de uma marca, a escala de produção compensa”, explica. E para o futuro, há ainda mais otimismo. A previsão de Sacheto para daqui a cinco anos é de que o crescimento seja contínuo. “O empreendedorismo está cada vez mais forte em todas as áreas e no segmento de cosméticos não é diferente”, afirma.

 

Compromisso

Compromisso combina com terceirização. Na visão de Sacheto esse é um diferencial da Florus. “Nos especializamos em atendimento diferenciado e garantia de qualidade do produto e da data de entrega dos pedidos”, conta.

Toda a negociação com fornecedores é feita pela empresa.  “A Florus negocia diretamente com seus fornecedores e tem um rigoroso processo de certificação para entrada de novos parceiros. Isso é necessário para garantir a qualidade e pontualidade das entregas”, diz o executivo. Um ponto de atenção, segundo ele, é que “atualmente o maior desafio é encontrar bons fornecedores, com preços competitivos e que entreguem produtos de qualidade”.

 

Atendimento diferenciado é destaque

Para o atendimento das empresas que atuam como terceiristas é necessário um suporte técnico diferenciado. Pelo menos essa é a visão de Fernando Alves de Godoy, gerente comercial, Chemspecs, distribuidora de especialidades químicas para o setor cosmético, entre outros. “Principalmente na escolha das melhores matérias-primas para a composição do produto final, levando-se em conta o objetivo da marca, o público alvo e principalmente o claim que a marca irá promover”, afirma.

O atendimento, Godoy explica, é feito para as duas empresas, o dono da marca e o terceirista que fabricará o produto. “O desenvolvimento, na maioria das vezes, ocorre no detentor da marca, com apresentações de tendências, posicionamento de mercado, tipo de produto; e no terceirista, entramos mais no detalhe da função e resultado de cada matéria-prima”.

Godoy ressalta que o distribuidor ou fornecedor deve estar preparado para esse nicho, pois atender a fabricantes terceiristas é diferente de atender a empresas que fabricam os seus próprios produtos. “Os terceiristas acabam abrangendo diversas possibilidades de desenvolvimentos, precisam ter opções para os mais diferentes mercados e tendências. Isso exige um trabalho mais amplo, detalhado e de suporte técnico/comercial para o sucesso de todo o processo de desenvolvimento de novos produtos”, diz o executivo. “Quando trabalhamos diretamente com o cliente final, já temos bem claro o segmento, tipo de produto e posicionamento da marca”.

Godoy afirma ainda que o mercado de terceirização é muito importante para o setor, pois os terceiristas servem de suporte às grandes empresas que não têm capacidade produtiva ou experiência na produção de determinados produtos. E também nos pequenos e médios investidores que desejam entrar no segmento de cosméticos, mas não possuem conhecimento para colocar seu produto no mercado.

Em resumo, fabricantes que atuam em terceirização prometem facilitar a vida do cliente, de forma que ele só tenha de se preocupar em vender. Leia também essa matéria que a Revista H&C publicou no início deste ano: Para que a marca foque em seu core business.

 

Marcas próprias

Terceirização também pode estar relacionada significativamente a às marcas próprias. De acordo com o estudo Panorama das Marcas Próprias do Varejo, divulgado pela Nielsen no primeiro semestre de 2019, no mercado nacional foram movimentados R$ 4,96 bilhões em 2018, uma queda de 2,30% em relação a 2017.

O movimento foi impulsionado pelo Autosserviço (AS), que totalizou declínio de 4,5%. No entanto, o canal ainda é o que mais movimenta marcas próprias no País, foram R$ 4,5 bilhões em 2017 e R$ 4,3 bilhões em 2018. Quando divididos por canais, AS representa 86,6% de todas as vendas, seguido por Atacarejo, com 9,8%, e Farmácias, com 3,6%.

As Farmácias foram as que mais conseguiram se acentuar no segmento de marcas próprias e totalizaram aumento de 19,8%, movimentando de R$ 149,35 milhões, entre 2016 e 2017, para R$ 178,9 milhões, entre agosto de 2017 e agosto de 2018. No canal Cash&Carry, conhecido popularmente como atacarejo, o segmento também apresentou desempenho positivo, com crescimento de 13,5%, de R$ 429,22 milhões para R$ 487,19 milhões, na mesma base de comparação.

Para serem competitivas, sem dúvidas que as empresas terceiristas precisam buscam a qualidade com ainda mais afinco. A Sinter Futura reforça esse conceito. A empresa vai participar, em outubro, da Private Label, em São Paulo, feira de negócios para o segmento de marcas próprias e terceirização.

Há mais de 20 anos trabalhando para empresas de cosméticos, a Sinter Futura está localizada na cidade de Monte Mor, região metropolitana de Campinas (SP). Em 2014, foi inaugurada a sua filial em Ouro Fino (MG) para produzir soap noodles (massa base para sabonetes), sabonetes em barra e realizar a montagem de estojos.

A Flexicotton também estará presente no evento. A empresa iniciou suas operações no Brasil por iniciativa do grupo líder no mercado europeu em terceirização de produtos para higiene pessoal. Em 2009, a empresa foi nacionalizada e afirma que não parou mais de crescer. Divulga que hoje é líder em marca própria, fornecendo para as maiores redes de supermercados, atacados, farmácias e indústrias, como Walmart e Carrefour.

 

Fonte: Revista H&C

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  • terceirização

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