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Matéria Digital
SEXTA-FEIRA, 4 DE MAIO DE 2018

Pesquisa aponta que Green Beauty deve crescer

Veja quem está nesse ramo há quase 100 anos e marcas nacionais que apostam suas fichas fortemente nesse mercado

Estudo da Euromonitor que será apresentado na FCE Cosmetique 2018, em maio, na capital paulista, aponta oportunidades para o mercado de Green Beauty (‘Beleza Verde’) – que inclui os produtos naturais, orgânicos e veganos.

A lista de itens com maior probabilidade de serem comprados nesse nicho de formulações com ingredientes naturais, à base de plantas e ‘livres de reclamações’ se divide em dois grupos, de acordo com a empresa: produtos associados a penetração profunda da pele e cabelo, como máscaras, tonalizantes ou relaxantes; e produtos com uso de longo prazo e/ou efeitos, tais como antiage, produtos contra perda de cabelo e tinturas.

A ascensão do ‘consumidor consciente’ levou as marcas a fazerem da sustentabilidade e das considerações ambientais o cerne de suas estratégias, ressalta a Euromonitor. A pesquisa mostra que da mesma forma que surge uma multiplicidade de ingredientes naturais, as questões de sustentabilidade oferecem um amplo espectro a ser explorado. “Quanto mais abrangente uma marca pode se tornar quando se trata de credenciais éticas, melhor posicionada é”, destaca a empresa.

De acordo com o levantamento, a crescente atenção dos consumidores com relação às cadeias de fornecimento sustentáveis ​​e éticas leva os ‘agentes de beleza’ a tornar esses aspectos operacionais de seus negócios mais voltados para o público. E também exige das empresas que elas se envolvam com um ‘público-alvo afluente’, disposto a pagar mais por produtos verdes confiáveis.

“A conscientização e os recursos do consumidor são, no entanto, fundamentais para a velocidade e a força em que essa tendência se desenvolverá”, diz o estudo. O impacto dessa tendência deve dobrar, considerando o período de 2016 a 2021.

 

5 itens mais desejados em cada segmento

Fonte: Euromonitor - The Broadening Meaning of Green Beauty

 

Quase 100 anos apostando em naturais

Quem pode dar uma bela inspiração a empresas que buscam atuar ou aumentar a sua atividade no ramo dos cosméticos naturais e orgânicos é a Weleda. Maria Cláudia Pontes, diretora-presidente da empresa no Brasil, ressalta que desde a sua origem, em 1921, na Europa, a Weleda utiliza ingredientes naturais advindos do cultivo orgânico e biodinâmico – esse último considerado o próximo passo do cultivo orgânico.

“Um modelo de agricultura em que todos os elementos da natureza – incluindo os animais e as fases da lua – fazem parte do processo de cultivo”, diz.

A executiva ressalta ainda que a empresa preza pela policultura, em lugar da monocultura, para o fortalecimento do solo e do ambiente. Destaca também que, atualmente, 82% das matérias-primas de origem vegetal utilizadas pela empresa são de origem orgânica e biodinâmica. Todos os cosméticos que a Weleda produz possuem ingredientes orgânicos em suas formulações, em índices percentuais que variam de acordo com o produto.

“A empresa é detentora do selo Natrue, certificadora europeia que autentica os cosméticos naturais e orgânicos de marcas que contém mais de 75% do portfólio com ingredientes orgânicos”, diz.

Maria Cláudia destaca que, no Brasil, a falta de legislação específica sobre cosméticos orgânicos dificulta o posicionamento adequado das marcas e a clara compreensão, pelo consumidor, das diferenças entre cosméticos naturais, orgânicos, pseudonaturais e convencionais.

 

Comunicação clara e ética

Para comunicar ao consumidor, as marcas devem atuar de maneira ética, transparente e com informações precisas sobre o item, sugere Maria Cláudia. “Além de destacar as certificações que possui em todas as comunicações que realiza, seja na embalagem do produto, em seu site ou nas redes sociais, evidenciando o comprometimento da marca com a qualidade dos produtos que comercializa, a Weleda vem estreitando cada vez mais o seu relacionamento com a imprensa, influenciadores digitais e com o cliente”, conclui.

 

Marcas nacionais apostam firme nos orgânicos

O nicho de naturais e orgânicos em higiene & beleza está cada vez mais evidente. Quem aposta suas fichas em peso nesse mercado é a Souvie, fabricante de cosméticos orgânicos certificados. O CEO da empresa, Breno Bitencourtt, explica a diferença essencial entre os tipos de produtos.

“Cosmético natural é aquele que tem em sua formulação 95% de matéria-prima natural e 5% de substâncias sintéticas não proibidas; já o cosmético orgânico é aquele cuja formulação tem 95% de matérias-primas orgânicas certificadas e 5% de água ou matéria-prima natural.”

A Souvie tem diversos lançamentos previstos para os próximos meses. O mais recente, já disponível no mercado, é o creme esfoliante com cristais de quartzo. “Essas partículas são responsáveis por remover as células mortas e as impurezas da pele, acelerando a regeneração celular da epiderme. Diferente do microplástico, os cristais de quartzo são como grãos de areia, com isso as partículas se reintegram ao meio ambiente”, afirma Bitencourtt.

Além dessa novidade, de abril, a marca vai ampliar a sua linha SER+ de cuidado com corpo e cabelos – para homens e mulheres –, com um sabonete hidratante líquido para mãos e corpo, que promete limpar suavemente a pele e promover uma hidratação imediata.

 

Estrutura

Os principais ingredientes usados na fabricação dos produtos da Souvie, como os óleos essenciais e os hidrolatos orgânicos, são cultivados na sua Fazenda São Benedito, em Bom Sucesso de Itararé, interior de São Paulo.

“Lá respeitamos os ciclos da chuva, do solo e das plantas. São 320 hectares de solo orgânico e certificado, onde cultivamos safras aromáticas como capim-limão, camomila, lavanda, erva-doce, gerânio e manjericão e, por meio do processo de destilação, geramos os hidrolatos, águas florais que fazem parte da composição dos produtos”, conta Bitencourtt. “As demais matérias-primas são provenientes de fornecedores também certificados pela Ecocert Greenlife, o que nos garante qualidade, procedência e rastreabilidade do processo”, completa.

A fábrica, localizada em Itupeva (SP), foi projetada para atender às exigências mais sofisticadas do segmento de cosméticos orgânicos, segundo o executivo. “Dentro dos melhores padrões de sustentabilidade, obedecemos aos diversos aspectos de preservação ao meio ambiente, com o reuso da água de chuva, o tratamento dos efluentes gerados pela fábrica e o incentivo ao uso de meios de transporte não poluentes”, diz.

 

Argilas

Outra empresa que atuar com foco nos orgânicos é a Quintal Dermocosméticos, do mesmo grupo da feito Brasil. Paula Mariá, responsável por comunicação das duas marcas, diz que todas as argilas da Quintal são naturais e orgânicas, certificadas pela Ecocert. A empresa também atua com outros itens, como esfoliante facial, espuma demaquilante e Blemish Blur, como formulação natural.

Em abril, a marca apresenta ao mercado um produto feito com base de argila certificada e uma formulação 98% natural. “Nosso quinto kit da linha Terra de Cores com máscara de argila, mais sérum hidratante finalizador, para um tratamento completo antiporosidade”, explica. Os novos produtos, que também são vendidos de forma avulsa, são produzidos com argila violeta, sálvia, carvão vegetal ativado e minimizador de poros da flor de trevo.

Paula afirma que é possível inovar nesse segmento. “Nossa marca é a prova disso. Trabalhamos com dermocosméticos naturais e tecnológicos, buscando unir o melhor dos dois mundos. As argilas naturais certificadas são potencializadas com nanoativos que penetram profundamente na pele, atuando de forma consistente no tratamento”, explica.

Outro exemplo vem de lançamentos recentes de outros anos, como a goma esfoliante com três níveis de esfoliação – uma novidade que conquistou o gosto do público muito rapidamente, segundo Paula – e uma espuma demaquilante de limpeza profunda que remove toda a maquiagem e controla a oleosidade da pele sem utilizar ativos oleosos e nenhum sulfato ou petrolato.

Essas características são fundamentais em um segmento promissor. Paula ressalta que a empresa atua em um mercado que está em expansão e tem se destacado no cenário nacional. “O acesso dos consumidores à informação tem modificado o mercado e a perspectiva do consumidor com relação a quais marcas confiar e o que esperar delas, portanto os cosméticos orgânicos têm ganhado espaço na transparência, informando ao seu cliente quais os ativos e matérias-primas estão presentes, gerando confiança e fidelização à marca”, finaliza.

 

Fonte: Redação Revista H&C

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