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Notas de Mercado
TERÇA-FEIRA, 10 DE JULHO DE 2018

Marcelo Carneiro, do Grupo Kosé, fala de 2017 e expectativa para 2018

Marcelo Carneiro, diretor-geral do Grupo Kosé no Brasil, afirma que apesar de uma pequena recuperação ter acontecido mais cedo do que previsto pela indústria de beleza e cuidados pessoais no Brasil, “2017 provou ser mais um ano pra lá de desafiador”. “As vendas registraram apenas um crescimento marginal de valor, nem de longe chegamos perto dos patamares anteriores à crise, sendo que vimos desempenhos desiguais entre as diversas categorias”, diz. O executivo destaca ainda que o setor de cosméticos costumava ser imune às crises econômicas, mas o Brasil perdeu posição no ranking dos maiores consumidores de produtos de beleza e higiene do mundo. “Felizmente, em 2017, após dois anos seguidos de queda, o setor voltou a crescer, mais pela resiliência do consumidor do que pela melhora na economia”, diz. Confira entrevista. 

O que foi mais surpreendente em 2017?

Na minha opinião, as vendas do setor melhoraram mais pelo famoso ‘lipstick index’ do que pela melhora da economia. As pessoas querem se sentir bem consigo mesmas e os produtos de beleza demandam pouco investimento e têm grande impacto na autoestima. Mas, em 2017, o que vimos foram consumidores buscando ‘escolhas inteligentes’: eles estavam ativamente engajados e procurando informações por meio de várias telas/plataformas, incluindo TV, computador e smartphones. Para nós, que estamos iniciando nossa trajetória no País, pois lançamos a linha Stephen Knoll New York apenas em agosto passado, foi um ano de descobertas e, portanto, muito positivo nesse aspecto.

O que foi mais importante para ajudar na recuperação do setor?

O Brasil perdeu o terceiro lugar no ranking mundial, mas continua sendo um mercado extremamente dinâmico, e as empresas do setor estão se reinventando e investindo em tecnologia e inovação. Para o consumidor, esse investimento se traduz em uma melhor performance e qualidade dos produtos, sem necessariamente sofrer aumento de preços.

E na sua empresa?

Iniciamos nossa operação apenas em agosto de 2017, então nossa experiência nessa crise foi um pouco diferente. Para a Kosé Brasil, o que experimentamos foi a dificuldade em ganhar distribuição, pois os lojistas estavam um pouco reticentes quanto a investir em novas marcas.

Então patinamos um pouco no início nesse aspecto, mas a recepção da marca por parte dos consumidores brasileiros foi excelente, o que facilitou o giro dos produtos nas lojas abertas em 2017. Em 2017, lançamos a linha Stephen Knoll New York, criada em 2002 pelo hairstylist americano Stephen Knoll, que foi a escolhida para a entrada da Kosé no Brasil após passarmos dois anos estudando o mercado e testando nossas diversas formulações. Desenvolvida a partir de pesquisas baseadas nas principais descobertas científicas globais, a Skny possui produtos de tratamento e finalização home care para todos os tipos de cabelo, mas com desempenho e qualidade profissional.

E quanto ao consumidor, algo mudou?

Em 2017, vimos a confirmação de que as consumidoras brasileiras prezam pela qualidade e estão dispostas a pagar mais por isso. As vendas de produtos de beleza e cuidados pessoais no Brasil cresceram quase duas vezes mais rápido do que as vendas de produtos de mercado de massa. Os dados da Euromonitor sugerem que a categoria premium cresceu 23% em 2015, apesar das condições macroeconômicas desfavoráveis, refletindo a preferência dos consumidores por produtos com ingredientes de melhor qualidade e marcas reconhecidas.

Quais são as suas expectativas para 2018? O que deverá ser diferente neste ano, comparando com 2017?

O cenário é positivo, apesar de as eleições causarem certa apreensão. Nós tivemos um início de ano difícil, mas que foi evoluindo conforme os indicadores econômicos foram melhorando. Estamos vendo o consumidor voltando às lojas dispostos a investir um pouco mais na beleza e bem-estar, desde que a performance dos produtos seja comprovada. Por isso, estamos investindo muito em sampling e eventos de ‘degustação’ em salões parceiros.

Fonte: Redação Revista H&C

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