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Matéria Digital
SEXTA-FEIRA, 21 DE SETEMBRO DE 2018

Equilíbrio da pele é protagonista no setor

Cosmético que beneficia a microbiota é a bola da vez; o tema está em alta e promete ganhar força nos próximos anos

O tema ‘microbioma da pele humana’ tem despertado bastante interesse na comunidade cosmética, diz Ricardo Pedro, engenheiro em pesquisa e desenvolvimento de produtos, em artigo da Revista H&C (edição 110). Não há dúvida de que ele está correto.

“Trata-se de um tema multidisciplinar de relativa complexidade, cujo entendimento mínimo poderá, potencialmente, auxiliar-nos a desenvolver cosméticos, especialmente dermocosméticos, de uma maneira bastante diferente do que temos feito”, afirma o especialista, que vai trazer o assunto à tona em seus futuros artigos da revista – fique atendo às próximas edições.

Ricardo Pedro explica que a microbiota da pele define todos os microrganismos que vivem nasuperfície dela (em alguma região do corpo). “É determinada desde o nascimento, garante a saúde da pele, sua homeostase e também sua beleza. As comunidades da microbiota da pele contribuem para a defesa (do sistema) imune através de uma variedade de mecanismos. As radiações UV, a poluição e o estresse afetam o equilíbrio da microbiota, levando à disbiose, desequilíbrio de micro-organismos, e doenças de pele”, completa.

Diversas empresas têm apresentado novidades e até mesmo ressaltado ingredientes que já fazem parte de seu portfólio há um tempo com benefícios que prometem atuar em prol damicrobiota, do equilíbrio da pele. Umas delas é a Evonik.

Milhões de minúsculos organismos vivem na pele humana e sustentam as suas defesas naturais. “É por isso que os consumidores estão interessados em usar produtos microbióticos para promover o crescimento de bactérias boas na pele”, diz Amanda Caridad, analista de marketing na empresa. A solução ofertada pela companhia é Skinolance.

 

Bactéria boa – Todo mundo já ouviu falar em iogurtesprobióticos, mas e de cosméticos probióticos? Pois bem, o tema está em alta. Amanda ressalta que estudos científicos provam que as bactérias boas na pele humana desempenham papel fundamental na manutenção da saúde da flora cutânea. Por isso, a área de cuidados pessoais da Evonik lançou um produto que promove a função de barreira natural da pele.

A professora Christine Lang, microbióloga da TU - universidade técnica de Berlim, na Alemanha, explica por que as bactérias são boas para a pele.  Segundo ela, o extrato de lactobacilos livre de células promove o equilíbrio da flora natural da pele, uma vez que estimula o crescimento de bactérias específicas desejadas. “Esse processo exerce uma influência positiva sobre a função de barreira da pele e ajuda a combater a aspereza e o ressecamento.”

Os efeitos sobre a flora e a estrutura da pele foram comprovados em um estudo clínico.

Dr. Tammo Bionowitz, responsável da empresa pela linha de negócios em personal care, acrescenta que os seres humanos dependem dos micro-organismos, seja para a digestão dos alimentos seja para a proteção da pele. “A exemplo do que acontece com o iogurte probiótico no sistema digestivo, os ingredientes cosméticos microbióticos exercem uma influência positiva sobre a microflora da pele”, explica.

A Evonik também criou a nova plataforma tecnológica Care Biotics como base para o desenvolvimento de outros produtos microbióticos.

 

Ciência em desenvolvimento –A Chemyunion também desenvolve soluções nesse nicho da ciência ou campo de estudo/negócios. Patricia Moreira, gerente de produtos da empresa, destaca que entender os mecanismos da microbiota e as suas funções no organismo humano é algo de suma importância para o mercado cosmético, pois ajudará as empresas a desenvolverem produtos ‘mais inteligentes’, capazes de interagir com a microbiota de forma a auxiliarem o corpo a ‘fazer o seu trabalho’.

Porém, a microbiota não é igual em toda a extensão da pele humana, alerta a executiva. “Os tipos de micro-organismos variam individualmente e de acordo com fatores como umidade, oleosidade e temperatura de cada área observada. A microbiota é uma ciência em desenvolvimento e que, com certeza, impactará o futuro dos produtos cosméticos no Brasil e no mundo”, afirma.

 

Extrato de moringa – A Basf é mais uma fornecedora que coloca os holofotesem microbioma – uma de suas plataformas de inovação para dermocosméticos (outras são epigenética e extração e processos) –, promovendo benefícios por meio da sinergia com a microflora presente na pele.

Um exemplo é um extrato de semente de moringa – árvore de origem indiana e comum em áreas urbanas no Brasil – amplamente conhecido por seu efeito purificante e antipoluição, destaca a empresa.

Além do mais, a Basf afirma que novos testes demonstram a sua ‘capacidade de proteger a microbiota da pele dos efeitos deletérios da poluição ao blindar a pele dos danos causados pelas micropartículas provenientes da poluição, melhorando a aparência e devolvendo o seu brilho saudável’. Nos cabelos, ressalta a empresa, o ingrediente provê efeito condicionante e fortalecedor.

 

Solução da Amazônia –A distribuidora Bandeirante Brazmo trouxe para o seu portfólio uma novidade, deste ano, da Cobiosa, empresa de Madri,Espanha. Trata-se de um complexo prebiótico rico em frutooligosacarídeos (FOS), extraídos de yacon (Polymnia sonchifolia), um tubérculo da Amazônia – originário da Cordilheira dos Andes.

Esse produto, a empresa explica, promete ajudar na regulação da microbiota normal da pele. “Os FOS agem como prebióticos: alimento para as bactérias que vivem em nossa pele e que promovem e melhoram sua saúde”, diz a empresa em seu site.

A Cobiosa também ressalta que yacon contém compostos fenólicos consideráveis, com atividade antioxidante, que protegem as membranas celulares contra os danos dos radicais livres. A empresa explica que o produto protege e beneficia a microbiota da pele saudável das agressões diárias, preservando, reforçando, mantendo e reequilibrando a barreira microbiológica da pele, melhorando seu conforto e bem-estar.

 

Defesa e estímulo –Com o tema microbiota em alta, empresas têm evidenciado ingredientes que já compõem seu portfólio há algum tempo. Quem ilustra o caso é a Solabia, que em feira cosmética realizada em São Paulo em setembro apresentou e fortaleceu aos visitantes um prebiótico voltado para a preservação do ecossistema protetor (microbiota) da pele, membranas mucosas e couro cabeludo.

Segundo a empresa, o ativo estimula, de maneira seletiva, o desenvolvimento da flora benéfica em detrimento da flora patogênica indesejável.

O item também estimula a produção de peptídeos antimicrobianos, marcadores imunológicos-chaves, essenciais para manter o balanço microbiano. A fornecedora possui estudos que demonstram os resultados e benefícios do ingrediente, em prol “de um ecossistema preservado”.

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Fonte: Redação Revista H&C

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