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Matéria Digital
SEXTA-FEIRA, 21 DE DEZEMBRO DE 2018

Free from – seja qual for, o consumidor deseja

Fornecedores e distribuidores de matérias-primas estão antenados à tendência e às possibilidades dos cosméticos ‘livre de’

O termo ‘cosmético free’ se refere a algum ou alguns ingredientes da fórmula ou a práticas que ‘sejam livres’ em relação a determinado produto final. Amanda Omodei, gerente de marketing técnico da Focus Química, explica que o primeiro free from observado na indústria foi o free from parabéns, livre de conservante da classe dos parabenos. Entre os precursores nesse ramo, também figuram os produtos com fórmulas conhecidas como oil-free, livre de óleo mineral.

“Em relação às práticas e condutas, o conceito free ficou conhecido pelos produtos que não foram testados em animais, por exemplo – free from animal testing ou cruelty-free”, diz a executiva.

Amanda diz ainda que os fabricantes de cosméticos se tornaram mais exigentes quanto ao desenvolvimento de novos produtos que atendam a demandas específicas, e então procuraram desenvolver itens cada vez mais livres de substâncias que podem causar reações alérgicas.

“Dessa forma, levam ao mercado soluções cosméticas hipoalergênicas, conhecidas por causar pouca ou nenhuma reação alérgica, após terem sido testadas em laboratórios especializados in vivo”, afirma.

A especialista explica que esses produtos geralmente são livres de determinados conservantes, fragrâncias e componentes conhecidos por gerar alergenicidade em um maior grupo de indivíduos.

A gerente da Focus destaca que os fornecedores da empresa estão em conformidade com essa demanda do mercado, desenvolvendo produtos que visam a uma maior segurança e eficácia. “Podemos citar com garantia que nenhuma de nossas representadas pratica testes em animais (animal-free/cruelty-free), como: DSM, Wacker, Sophim, Tagra, Stearinerie-Dubois, Lessonia, Phenbiox, Teluca e Megh.”

Segundo Amanda, a empresa oferece uma larga lista de ingredientes livres de teste em animais, e ainda, a grande maioria deles, sem derivação animal, como: bioativos, vitaminas, filtros solares, emulsionante, modificadores de sensorial, silicones, emolientes e manteigas, pigmentos microencapsulados, ésteres vegetais e sintéticos, esfoliantes, corantes capilares e ceras especiais.

 

O mais inovador – A Basf é uma das fornecedoras do mercado cosmético atenta às oportunidades do ‘mercado free’. A companhia possui centenas de produtos que podem ser aplicados ao conceito de ‘livres de’.

“Temos tensoativos que podem ser aplicados em produtos de cuidados dos cabelos livres de sulfatos, diversos filtros solares que podem ser aplicados em protetores livres de benzofenona-3, polímeros que podem ser aplicados no lugar do sal para ajudar a formular um xampu sem sal, por exemplo, assim como vários emulsionantes que substituem os produtos etoxilados”, diz Vinicius Bim, especialista regional em inovação da Basf.

Dentro desse amplo leque de opções, também surgem as inovações, para atender às mais novas expectativas do mercado. Uma delas diz respeito a microplásticos.

“O tópico mais discutido atualmente na Europa e que deve chegar ao Brasil são os produtos livres de microplásticos, como as microesferas utilizadas em produtos esfoliantes”, revela Bim. De acordo com o executivo, no Brasil há uma busca por alternativas aos silicones voláteis, cuja concentração máxima foi significativamente reduzida em produtos enxaguáveis na Europa há poucos anos.

 

Transparência – Outro ponto importante à reflexão dos produtos free from é a transparência e a confiança, que sem dúvida fica a cargo das marcas. Karina Teixeira, gerente de marketing da Lubrizol, destaca que o portfólio da empresa conta com inúmeros ingredientes que podem contribuir para as formulações free. Blends tensoativos suaves livres de sulfatos, ésteres que podem ser substitutos de óleo mineral e até espessantes para o apelo salt-free.

Mas, segundo Karina, o que mais falta é que a indústrias, organizações e consumidores entendam que alguns desses apelos são “ondas de mercado”, e que um ingrediente considerado banido pelos ‘frees’, ou não natural, não necessariamente é nocivo para o consumidor.

“Existem inúmeras moléculas, ativos e ingredientes que são seguros, são eficazes, mas por um entendimento equivocado podem sofrer algum tipo de movimento negativo no mercado. Por isso é preciso atenção e uma maior educação de consumidores, para que novos mitos não surjam”, alerta.

 

Divisão de opiniões – As possibilidades para o mercado são muitas quando o assunto é cosmético free from. Os pontos de vista se complementam e também seguem direções opostas.

Viviane Gandelman, diretora de negócios e supply-chain da Dinaco, afirma que o mercado vive uma tendência maior em focar no que o produto oferece. “Ou seja, quais benefícios os ingredientes da formulação proporcionam”, diz.

No entanto, a executiva destaca, o consumidor valoriza claims free-from em produtos e está cada vez mais exigente por transparência quanto à origem dos ingredientes, e sensível a apelos relacionados à sustentabilidade.

“Como vende especialidades químicas, a Dinaco possui diversos produtos inovadores que oferecem múltiplos benefícios para o consumidor final, ao mesmo tempo em que permitem o claim free from por substituir ingredientes que já sofrem restrições na Europa”, afirma.

Tatiana Gargalaka, gerente de marketing da divisão AminoScience da Ajinomoto do Brasil, diz que a empresa tem notado um aumento de clientes que “procuram alternativas para matérias-primas controversas e também os que desejam aumentar a carga de ingredientes de origem natural em suas formulações para estarem mais alinhados às exigências dos consumidores”.

Para Tatiana, oferecer apenas a matéria-prima apresentando seus benefícios não é mais suficiente para gerar compra. “É necessário agregar valor, como é o caso da Amisoft, nossa linha de surfactantes que, além dos benefícios para a formulação, possui alta biodegradabilidade, reduzindo o impacto ambiental”, afirma.

 

100% free from – Há marcas realmente engajadas ao conceito free from. Umas delas é a Soul Power, da BeautyColor, de itens para os cabelos. O site da marca é super descolado, jovial e cheio de informação em prol do cosmético ‘livre de’. Só por ele, já dá para ter uma ideia de como a marca lida com o tema, divulgando atributos e conceitos, além, é claro, os seus produtos.

O site disponibiliza até mesmo ebooks sobre o tema, e, entre outros conteúdos, os ‘10 segredos do free from’. Ficou curioso? É só dar uma navegada por .

 

 

 

 

Fonte: Redação Revista H&C

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