SEGUNDA-FEIRA, 27 DE MARÇO DE 2017
Social Facebook Linkedin Twitter YouTube G+

Pesquisa avalia danos em cabelos tingidos e alisados
16/03/2017

O uso frequente de produtos químicos nos cabelos agride a fibra capilar dos fios, principalmente quando estes são utilizados simultaneamente, como é o caso da realização de alisamento e coloração no mesmo período. Com a perda de proteínas, os cabelos ficam com uma aparência sem vida, quebradiços e desidratados. Uma pesquisa do Laboratório de Cosmetologia, da Faculdade de Ciências Farmacêuticas (FCF) da USP, avaliou alguns tipos de alisantes, à base de guarnidina, tioglicolato de amônio e hidróxido de sódio, e verificou quais destes produtos são mais recomendados quando se deseja fazer dois procedimentos concomitantemente.

A característica do cabelo da população brasileira é bem variada, com uma tendência maior para o encaracolado, ficando entre as extremidades do liso e o afro-étnico (crespo). Como hábito cultural, a mulher, independentemente da classe social, vai ao salão ou realiza algum procedimento doméstico pelo menos uma vez por mês. A tintura e o alisamento estão entre os mais frequentes. O uso concomitante dos produtos leva os fios a ter uma perda proteica.

Segundo Maria Valéria Robles Velasco, coordenadora do Laboratório de Cosmetologia e orientadora da pesquisa, a proposta do estudo foi avaliar a extensão dos danos provocados pelo tratamento com tintura capilar oxidativa conjuntamente com os três produtos mais utilizados nos salões de cabeleireiros e que trazem em sua composição o tioglicolato de amônio, o hidróxido de sódio e o hidróxido de guarnidina.

O estudo foi conduzido pela pesquisadora por ela orientada Simone Aparecida da França e mediu a concentração de perda proteica (queratina) em oito grupos de amostras de cabelos cacheados quimicamente tratados. As mechas foram subdivididas em quatro e, posteriormente, submetidas ao processo de alisamento e aplicação de tintura castanho médio, em forma de emulsão: subgrupo 1- cabelo virgem (sem tintura/com tintura); subgrupo 2 – cabelo com tioglicolato de amônio (com e sem tintura); subgrupo 3 – Com hidroxido de guarnidina (com e sem tintura); subgrupo 4 – hidróxido de sódio (com e sem tintura).

De acordo com os resultados da pesquisa, os três tipos de alisamento promoveram perda proteica consideravelmente alta se comparados ao cabelo virgem: cerca de 159% para o tioglicolato de amônio, 187% para o hidróxido de guarnidina e 276% para o hidróxido de sódio. Quando são considerados o uso dos dois produtos concomitantemente, o hidróxido de sódio foi o que mais promoveu perda de proteína, cerca de 207%, seguido pelo hidróxido de guarnidina, 79%, e tioglicolato de amônio, 73%.

O estudo demonstrou que o processo de alisamento seguido de tingimento que mais ofereceu segurança foi o alisante que contém o princípio ativo de tioglicolato de amônio. Embora a pesquisa também tenha concluído que tanto a aplicação da tintura quanto dos diferentes tipos de alisantes alteraram as características da fibra capilar. Segundo a pesquisadora, para recuperar a saúde dos cabelos e a reconstrução da estrutura dos fios, é necessário repor a queratina, a principal proteína formadora dos fios. No mercado, existem inúmeros produtos que prometem fazer esta reposição proteica.

Além deste tema, o Laboratório de Cosmetologia da FCF da USP trabalha com outros projetos de pesquisa como a avaliação da ação condicionadora de tinturas capilares, testes de eficácia cosmética de filtros e protetores solares, nanotecnologia aplicada a produtos cosméticos, tinturas, alisantes, dentre outros. A coordenação dos trabalhos é dos pesquisadores Maria Valéria Robles Velasco e André Rolim Baby.

Notas relacionadas

27/03/2013 Grupo Boticário inaugura centro de pesquisas

O Grupo Boticário investiu R$ 37 milhões em um centro de pesquisa e desenvolvimento.

Publicidade
 

Entre em contato

(11) 3849.0094

Rua Rio da Prata, 164 São Paulo São Paulo 04571-210 Brasil

WWW.REVISTAHEC.COM.BR

Copyright © Oils & Fats Editora Ltda. - Todos os direitos reservados