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Painel H&C
Revista H&C - Edição 105

Produtos com ativos antipoluição crescem no mercado cosmético

QUINTA-FEIRA, 23 DE NOVEMBRO DE 2017

O desenvolvimento industrial e tecnológico das grandes cidades trouxe diversos benefícios e facili­dades à população, mas também ocasionou algumas consequências que podem afetar a qualidade de vida, como os níveis de poluição na saúde, como pele e cabelo. Um es­tudo recente realizado pela L’Oréal aponta o vínculo entre poluição atmosférica e envelhecimento precoce da pele. De acordo com a pesquisa, as pessoas que vivem em cidades muito populosas têm níveis mais baixos de vitamina E e esqualeno do que aqueles que vi­vem em áreas rurais.

A poluição urbana é uma das principais ameaças à saúde da pele. Elementos como partículas finas revestidas com hidrocarbone­tos poliaromáticos (PAHs), metais pesados e outros contaminantes, em contato com a pele e os cabe­los, são capazes de penetrar ca­madas mais profundas, induzindo degradação de colágeno e elas­tina e liberação de radicais livres. Os poluentes podem causar danos celulares, secura, inflamação e pig­mentação, que são fortes sinais de envelhecimento precoce da pele.

Levando em conta essa ten­dência, a indústria cosmética apro­veitou para investir nesse nicho ainda pouco explorado e contribuir com a saúde do seu consumidor. A analista de pesquisa da Euromo­nitor, Maria Coronado Robles, con­ta que os cosméticos antipoluição já são uma tendência na região da Ásia, devido aos altos níveis de po­luição do ar e agora estão ganhan­do espaço no cenário global.

“A crescente consciência da poluição no Ocidente e a expansão da classe média global no Oriente moldarão os padrões de compra de produtos antipoluentes nos próximos anos. Isso se traduz em grandes oportunidades mundiais para as principais marcas de cos­méticos”, comenta Maria.

Entre as empresas que reco­nheceram essa demanda está a Chemyunion, que desde 2015 desenvolve insumos com claim antipoluição. “Em viagem à Asia, percebemos que a tendência de produtos antipoluição veio para fi­car. Poluição é um problema mun­dial, mas muito mais crítico no con­tinente asiático, onde a maioria dos países possuem índices de poluição 15 a 20 vezes acima do recomen­dado pela Organização Mundial de Saúde. A grande maioria dos centros urbanos mundiais (80%) também apresentam níveis mui­to elevados de poluentes no ar, o que justificaria o desenvolvimento de uma tecnologia antipoluição”, explica Patricia Moreira, gerente de Skin Care da Chemyunion.

A especialista ressalta que a empresa desejava investir em algo diferente do que existia no mer­cado. “Buscávamos uma inovação para criar uma barreira que impe­disse ou dificultasse de forma efi­ciente a permeação de poluentes na pele. Desta maneira nasceu o SkinBlitz, que é composto de tre­alose, arabinogalactana e mucila­gem de chia, formando um filme que reduz a permeação dos po­luentes em 65%. Ao atuar desta maneira, o ativo protege o DNA das células da pele, reduz mediadores inflamatórios e marcadores de es­tresse ambiental, além de impedir a hiperpigmentação causada pelo excesso de poluição. Ele também foi o primeiro ativo no mercado a comprovar cientificamente este be­nefício e assegurar eficácia contra a poluição”, explica a gerente.

Para a área de hair care, o gerente Guilherme Cardoso apre­senta o Polluout. O produto con­tém polissacarídeos vegetais asso­ciados ao chá verde, pantenol e xilitol, que formam uma proteção flexível com ação antioxidante e contra a fotodegradação, atuan­do tanto nos fios, quanto no cou­ro cabeludo. Entre os benefícios, estão a melhora na penteabilida­de a seco, aumento da força dos fios e manutenção do brilho após a exposição à poluição.

Segundo pesquisadores da área, o mercado de produtos an­tipoluição ainda representa um número muito baixo, apenas 1% utiliza esses ativos. Para Liliana Brenner, diretora de marketing da Ashland – empresa americana de matéria-prima, a população vem se conscientizando sobre os danos causados pela poluição e isso é um fator importante no crescimen­to deste nicho. “O conhecimento dos danos causados pela poluição na pele e cabelo é relativamente recente, motivo pelo qual vemos uma clara tendência de aumento do número de lançamentos para os próximos anos”, pontua Liliana.

A empresa, que também fabrica in­sumos para cosméticos e já lançou sete produtos com este claim, re­vela que está focada na pesquisa e desenvolvimento de formulações, métodos de análise e estudos clí­nicos utilizando seus laboratórios para oferecer soluções apropriadas para a indústria de cuidados pes­soais. “Como exemplo, possuímos em nosso portfólio ingredientes biofuncionais para a pele baseado no extrato da árvore de pimen­ta rosa peruana, uma espécie de planta reconhecida por sua resis­tência a poluentes atmosféricos e rica em poderosos polifenóis bio­disponíveis, como os derivados de quercetina, conhecidos por suas propriedades antioxidantes”, con­ta a diretora.

Para a Chemyunion, o proble­ma maior na aceitação dos produ­tos é ainda a pouca familiaridade do consumidor. “Muitos produtos antipoluição para pele atuam ape­nas como antioxidantes que não trazem nenhum novo benefício, além de não estarem necessaria­mente atuando nos efeitos dos poluentes da pele, já que radicais livres são gerados por diversas ma­neiras (UV, respiração, etc.)”, opi­na Patrícia.

A marca também afirmou que ingredientes antipoluição recente­mente lançados vêm sendo pro­movidos globalmente e obtendo retorno de clientes de pequeno, médio e grande porte em diferen­tes regiões do mundo. Já foram mais de 200 amostras solicitadas.

 

Tecnologia à mão dos brasileiros

Já é possível conferir os bene­fícios que os claims antipoluição promovem em algumas marcas brasileiras, entre elas a Acquaflora. Em 2015, a empresa lançou a linha Detox, que propõe eliminar os po­luentes e oferecer limpeza profun­da aos fios, além de proteção con­tra danos. Os produtos possuem bioativo de algas marinhas tropi­cais, são livres de parabenos e pos­suem vitaminas, minerais e amino­ácidos essenciais, que protegem e tratam o couro cabeludo contra a irritação causada por agentes quí­micos e poluentes.

“O cabelo fica exposto a subs­tâncias tóxicas presentes em am­bientes poluídos ou até mesmo na água que usamos para tomar banho, que contém em sua com­posição metais pesados capazes de danificar os cabelos. Tendo isso em vista, a Acquaflora foi em busca de soluções que limpassem profundamente os fios, removen­do os poluentes da sua superfície, purificando-os e ao mesmo tempo repondo os nutrientes necessá­rios para reequilibrar tanto os fios quanto o couro cabeludo”, diz Aretha Mello, diretora de marke­ting da Acquaflora Cosméticos.

A grande diferença, ao es­colher um produto como esse, é conseguir eliminar, ou ao menos reduzir, problemas como sebor­reia, vermelhidão, sensibilização e até mesmo caspa. A diretora da Acquaflora explica que os folículos tendem a sofrer inflamações de baixo grau, o que também pode levar à perda permanente dos fios. A linha Detox, segundo a empresa, possui ativos de origem vegetal e marinha, oferecendo múltiplos be­nefícios, dentre os quais se destaca a limpeza profunda e a remoção de resíduos e poluentes sem prejuízo da cor, química ou da hidratação.

Sobre a dificuldade de sinaliza­ção das embalagens, Aretha afirma que o consumidor consegue identi­ficar isso com facilidade. “O termo Detox está amplamente associado à remoção das impurezas, então, além deste ser o nome da linha e estar na frente das embalagens, trabalhamos com um texto bem claro e didático no verso”, conclui.

Todas estas tendências do mer­cado e da indústria cosmética serão apresentadas na FCE Cosmetique, que acontece entre os dias 22 e 24 de maio de 2018, no São Paulo Expo. Credencie-se para evento e tenha acesso a conteúdos exclu­sivos e de relevância para o setor. www.fcecosmetique.com.br

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