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Painel H&C
Revista H&C - Edição 108

O stress urbano e o cabelo

SEGUNDA-FEIRA, 11 DE JUNHO DE 2018

Apresentei este trabalho no 6º Congresso de Tricologia, que aconteceu em 16/abril/2018 durante a Hair Brasil em São Paulo, com grande repercussão entre os ouvintes e por isso resolvi resumir aqui o conteúdo apre­sentado. Falei sobre os contaminantes outdoor/indoor e as novidades vindas das mais recentes publicações científicas sofre seu impacto nos cabelos.

Contaminantes & Cabelo

Sabemos que muitos fatores ambien­tais influenciam negativamente a con­dição da pele e seus anexos: cabelos e unhas. Poluentes químicos, físicos e biológicos, associados às radiações UVAB já são bem conhecidos e estu­dados quanto ao poder danoso aos cabelos. Monóxido de carbono (CO) e Dióxido de nitrogênio (NO2) vindos da queima dos combustíveis diminuem a oxigenação no bulbo e afetam o pro­cesso de formação do fio de cabelo. Dióxido de enxofre (SO2) causa a des­truição da cutícula. Até o Ozônio (O3) decorrente da ação da luz solar sobre os hidrocarbonetos e óxidos de ni­trogênio, resultantes do processo de queima de combustíveis principalmen­te por veículos, causa o envelhecimen­to precoce do fio.

Também é de conhecimento geral da comunidade técnica o grande mal que os ingredientes contidos em produtos de limpeza, fumaça de cigarro, poei­ra, fungos, impurezas presentes no ar condicionado, metais pesados, ma­terial particulado e outros gases exis­tentes em ambientes fechados trazem a saúde. Tais contaminantes outdoor e indoor afetam a também cabelo e couro cabeludo.

O grande vilão contra os cabelos no século XXI

Mesmo a luz fraca pode interferir no ritmo circadiano de uma pessoa e na secreção de melatonina, hormônio pro­duzido pela glândula pineal, que não só regula o momento de dormir como participa da reparação das nossas célu­las, expostas a stress, poluição e outros elementos nocivos. A melatonina é um antioxidante poderoso, que em sincro­nia com o fim do dia da luminosidade, passa a ser liberada a fim de preparar o organismo para o período noturno.

Já está comprovado que apenas 8 lux, o dobro do brilho de uma luz noturna, pode inibir a secreção de melatonina. Quanto mais brilhante a luz e mais lon­go o tempo de exposição, menos me­latonina. Luz vermelha monocromática em 100 lux, um nível de iluminação ra­zoável sala de estar, levaria 403 horas de exposição para suprimir a melatoni­na em 50%. Até a luz de vela pode su­primir a produção de melatonina pela metade, em apenas 66 minutos. Uma lâmpada incandescente de 60 watts consegue fazer isso em 39 minutos e a luz fluorescente, de 58 watts, é por, pois precisa de apenas 15 minutos.

Poluição digital led

(Light Emitting Diodes)

Os dispositivos eletrônicos, como ta­blets, computadores e smartphones, utilizam sistemas de retroiluminação (LED) para aumentar o brilho e a nitidez da tela. São sistemas que emitem luz azul com alta intensidade, em compri­mentos de onda de alta energia.

Na opinião ofical do Scientific Com­mittee on Health, Environmental and Emerging Risks, SCHEER 7 (6 July 2017) / Potential risks to human health of Light Emitting Diodes (LEDs),

“Vários estudos sugerem uma liga­ção entre dessincronização do relógio biológico e aumento dos fatores de risco metabólico”. Entre estes riscos estão as mudanças na produção de melatonina, perturbação dos ciclos de sono e riscos de danos contínuos às células da retina.

LED de alta potência branco puro su­prime a melatonina e A luz m 50% em apenas 13 minutos de exposição. A luz azul, mesmo a um nível de luz fraca (0,1 lux), suprimiu a produção de melatonina mais do que qualquer outro comprimento de onda. Pessoas com olhos claros (azul ou verde) são mais suscetíveis à supressão da mela­tonina pela luz azul do que aquelas com olhos mais escuros.

Falando dos cabelos, as lâmpadas led afetam o cabelo negativamentecau­sando mudanças na progressão do ci­clo capilar, alteração na pigmentação natural do fio de cabelo e aumento da sensibilidade do couro cabeludo.

A conclusão é que os smartphones, artefatos que entraram na nossa vida para nunca mais sair, causam proble­mas que não tínhamos. Está na hora de inovar e criar escudos contra a luz azul até para cabelos.

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