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Painel H&C
Revista H&C - Edição 111

Nano em tudo

SEXTA-FEIRA, 14 DE DEZEMBRO DE 2018

A escassez dos recursos natu­rais não renováveis no plane­ta aliada ao aumento da demanda por todos os bens de consumo impulsionam as áreas de Biotec­nologia e Nanotecnologia. Falando desta última, sabemos que exis­tem sérios obstáculos regulatórios para sua expansão, pois apesar de os nanomateriais proporcionarem oportunidades práticas e comer­ciais evidentes, o rápido aumento da sua utilização levanta questões sobre os seus potenciais efeitos para a saúde humana e para o meio ambiente.

 

DEFININDO O TERMO

Por incrível que pareça há mui­ta divergência quanto ao termo “nano”. Mas há um consenso-tanto para o Food and Drug Admi­nistration (FDA/ EUA) quanto para o European Chemicals Agency (ECHA) os nanomateriais são subs­tâncias químicas ou materiais cujas partículas têm um tamanho entre 1 e 100 nanômetros (nm). O ECHA criou um comitê (NMEG – Nano­materials Expert Group) formado por peritos para estudar os na­nomaterias, que tem por objetivo obter um entendimento em ques­tões científicas e técnicas relativas à aplicação dos Regulamentos REACH para estas tecnologia.

 

UMA TECNOLOGIA- MUITAS POSSIBILIDADES

O NANO-encapsulamento é uma maneira de melhorar a estabili­dade de fragrâncias ou sabores e controlar sua liberação. Também pode melhorar a substantividade das moléculas a um substrato. E tudo isso já está bem conhecido na nossa área cosmética, desde filtros solares físicos, cuja melhor espalhabilidade garante a eficácia, até ingredientes ativos, que numa menor concentração conseguem agir de maneira mais focada na camada ou estrutura cutânea para qual foram estudados.

As nano fragrâncias resolvem muitas questões de liberação pro­gressiva, evitando as perdas por volatilização excessiva durante a fabricação de cosméticos, armaze­namento e até uso do produto.

Mas a Nanotecnologia permi­te um universo tão abrangente de aplicações, que nunca ima­ginamos antes. O que mais me chamou a atenção nos últimos tempos foi uma nova pesquisa do instituto científico indepen­dente The Monell Center/ USA (www.monell.org/about), que em conjunto com outras instituições colaboradoras, descobriu que os odores de células da pele humana podem ser usados para identificar o melanoma, a forma mais letal de câncer de pele.

Além de detectar o odor associado a células de melanoma, os pesqui­sadores também demonstraram que um sensor baseado em Nano­tecnologia pode diferenciar de for­ma confiável células de melanoma, de células normais da pele. Fan­tástico! Esta descoberta de análise não invasiva de odores pode ser uma técnica valiosa na detecção e no diagnóstico precoce do mela­noma humano.

Creio que estudos cada vez mais sofisticados quanto a segurança geral para o uso humano e prote­ção da vida no planeta vão ajudar muito no desenvolvimento de mui­tos insumos destinados às indús­trias em geral e até para cosméti­cos e perfumes.

 

 

 

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