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Painel H&C
Revista H&C - Edição 87

Cosméticos ganham segunda posição no e-commerce brasileiro

SEXTA-FEIRA, 15 DE AGOSTO DE 2014

O comércio eletrônico no Brasil mantém um ritmo acelerado e deve crescer mais de 20% este ano. O crescimento nominal do faturamento desse mercado apenas no primeiro semestre de 2014 ficou em 26% – muito acima do varejo tradicional, que cresceu próximo a 4% no mesmo período. E a categoria de ‘Cosméticos e Perfumaria’ ocupa a segunda posição, em volume, por meio desse canal. Essas são informações divulgadas pela E-bit, empresa especializada em informações do comércio eletrônico, por meio do relatório WebShoppers, que já é referência no mercado de e-commerce brasileiro.


O estudo mostra que a categoria ‘Moda e Acessórios’ continua liderando as vendas no e-commerce, com 18% do volume de pedidos. Em segundo lugar aparece a categoria ‘Cosméticos e Perfumaria/ Cuidados Pessoais e Saúde’, com 16%, seguida por ‘Eletrodomésticos’, com 11%. De um ano para cá, cosméticos trocou de posição com eletrodomésticos, passando à segunda colocação.

Englobando todas as categorias, a E-bit informa que o comércio eletrônico brasileiro faturou R$ 16,06 bilhões no primeiro semestre de 2014. No mesmo período do ano anterior, o setor registrou faturamento de R$ 12,74 bilhões. O número de pedidos no primeiro semestre foi de 48,17 milhões, sendo 36% maior em relação ao primeiro semestre de 2013. O tíquete médio, segundo o estudo, ficou em R$ 333,40.

Para este segundo semestre, a previsão é de ter um crescimento no setor de e-commerce próximo a 15%. Segundo a E-bit, o faturamento neste ano deve chegar a R$ 35 bilhões. O valor representa um crescimento nominal de 21%, comparando com o resultado de 2013. O número de pedidos deve ultrapassar 100 milhões.

O relatório divulgado pela E-bit aponta ainda que o e-commerce brasileiro ganhou 5,06 milhões de novos consumidores nos primeiros seis meses do ano. Eles fizeram suas compras online pela primeira vez, marcando um crescimento de 27% em relação ao primeiro semestre de 2013. E com a previsão de ter novos 11,6 milhões até o final de 2014, o comércio eletrônico no Brasil deve chegar a 63 milhões de ‘e-consumidores’ únicos, aqueles que já fizeram pelo menos uma compra em um site brasileiro.

Compras pelo mobile

O faturamento das transações realizadas por dispositivos móveis no Brasil mais que dobrou em comparação com o mesmo período em 2013, apresentando R$ 1,13 bilhão – diante dos R$ 560 milhões do ano passado, uma variação de 102%. Segundo a E-bit, de janeiro a junho de 2013, foram feitos 1,278 milhão de pedidos, e no mesmo período de 2014, o número de pedidos foi de 2,890 milhões.

Das compras realizadas em aparelhos móveis, 60% são originadas em tablets e 40% em smartphones (via sites sem uso de aplicativos). As três categorias mais vendidas, segundo a E-bit, são: ‘Moda e Acessórios’ (17,5%), ‘Cosméticos, Perfumaria e Saúde’ (17,4%) e ‘Eletrodomésticos’ (11,1%).

A pesquisa mostrou também que 57% dos ‘m-consumidores’ (que compram por dispositivos móveis, como smartphones ou tablets) são mulheres, sendo a maior parte (39%) na faixa etária de 35 a 49 anos. Os homens representam 43%, acompanhando a média feminina por idade. Os consumidores das classes A e B respondem por 64% dos participantes do ‘m-commerce’.

C e D mais presentes

A maioria das compras por comércio eletrônico é realizada por pessoas com renda maior, de classes A e B, porém as marcas e empresas que pretendem mudar esse cenário têm oportunidades. Pesquisa da Nielsen divulgada neste ano mostra que as classes C e D são as que mais passam tempo na internet.

Usuários dessas classes são os que apresentam as maiores médias de consumo da rede, tanto em número de sessões de computador por mês quanto em média de tempo e de páginas vistas, sobretudo em domicílios. Em janeiro, cada usuário registrou uma média mensal de 40 horas e 53 minutos de tempo de uso do computador com internet em residências e de 53 horas e 53 minutos de uso em residências e no local de trabalho.

Entre os preferidos

Os sites de comércio eletrônico estão entre os que os internautas brasileiros mais gostam de acessar. Em junho deste ano, o grupo de ‘Sites de E-commerce’ ficou em quarto lugar na preferência dos usuários de internet, com 3,95% da participação de visitas.

O grupo só ficou atrás de ‘Internet e Computadores’, 51,35%, que inclui buscadores e redes sociais, ‘Entretenimento’, 16,87%, e ‘Adulto’, 4,74%. E à frente de ‘Negócios e Finanças’, 3,75%. Essa informação vem da Hitwise, ferramenta global de inteligência digital da Serasa Experian. Dentro do grupo de ‘E-commerce’, a categoria ‘Classificados’, que engloba sites em que pessoas anunciam seus produtos, ficou em primeiro lugar na preferência dos internautas no País, com 31,43% de participação de visitas em junho de 2014. Nesse estudo, a categoria ‘Saúde e Beleza, com 6,27% de participação, ficou em sétimo lugar.

O promissor mercado de comércio eletrônico de cosméticos chamou a atenção de empreendedores que resolveram, além de vender produtos pela internet, segmentar seu público. Esse foi o caso dos publicitários Christoph Mayer-Loos e Amanda Sergio, fundadores da Shop4Men.

A empresa, de São Paulo, começou a operar no início deste ano, focada unicamente em e-commerce voltado para homens, de produtos cosméticos e de higiene pessoal. O portfólio conta com aproximadamente 500 itens de cerca de 30 marcas. O faturamento mensal do negócio está na casa dos R$ 60 mil. “Em dezembro, esperamos alcançar um faturamento entre R$ 150 mil e R$ 200 mil, aproveitando o período de Black Friday e Natal”, diz Mayer-Loos.



O resultado tem agradado os empreendedores, e o negócio parece ser promissor. “Com menos de um ano de operação, já estamos quase alcançando um equilíbrio financeiro. Estamos em constante crescimento de vendas e faturamento, o que nos dá uma projeção otimista”, afirma o empresário.

Mas os desafios não são poucos. “É preciso sempre investir em novas mídias e marcas, e ter uma boa saúde financeira para entrar nesse mercado”, acrescenta o proprietário da empresa. Esse modelo de vendas exige um bom planejamento de estoque, serviço de logística, custos de fretes e até mesmo do relacionamento com fornecedores. “Algumas marcas (fornecedores) só trabalham com o varejo tradicional, como salões de beleza e lojas físicas”, alerta o dono da Shop4Men. Ou seja, é necessário atrair o fabricante e convencê-lo que a venda online é um bom negócio também para ele.



Segundo matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, outros empresários também apostam nesse nicho de mercado. O Men’s Market, também da capital paulista, faturou R$ 2 milhões no ano passado e pretende mais que dobrar esse resultado agora em 2014. Essa plataforma também é especializada no segmento masculino e vende mais de 1,5 mil tipos de produtos. O desembolso médio do cliente é de R$ 180. A empresa começou sua operação em 2012.



Diversas marcas cosméticas estão de olho no mercado virtual brasileiro. Neste ano, a MAC, que faz parte do Grupo Estée Lauder, lançou seu e-commerce no país em janeiro. A marca informa que o ambiente de compras online reproduz a experiência de uma loja física da MAC. Os produtos são agrupados por categoria e os clientes podem organizar suas preferências por tons ou em ordem alfabética. Outros serviços incluem o recurso de registro permanente de histórico de pedidos e sugestões personalizadas com base nas compras anteriores.

E não se trata apenas de uma vitrine virtual. O site oferece informações que podem enriquecer a experiência de compra. As ferramentas prometem ajudar o consumidor a customizar suas escolhas. É possível, por exemplo, comparar as cores dos produtos, descobrir a base ideal para o tipo de pele, os melhores pincéis para cada tipo de produto e eleger a máscara de cílios que melhor se encaixa nas necessidades do cliente.

Também no primeiro semestre, a Eudora, marca de cosméticos do Grupo Boticário, lançou uma plataforma online com objetivo de aumentar vendas e conquistar novos clientes. O site ‘Minha Vitrine Eudora’, de acordo com e empresa, promete apoiar o sistema de venda direta de produtos, facilitar o dia a dia das representantes de vendas e atrair novas consumidoras para a marca. Trata-se de um conceito um pouco diferente, voltado para as vendedoras.

O objetivo principal da marca com essa nova ferramenta de vendas, segundo o diretor de canais de Eudora, Ivon Neves, é ampliar e facilitar a exposição da marca, além de permitir que o próprio cliente escolha seus itens, negocie e efetue o pagamento quando receber a mercadoria. “Optamos por facilitar ainda mais a relação comercial entre representantes e clientes, usando uma ferramenta de relacionamento digital, o Facebook, que facilitará a troca, a comunicação e o negócio entre elas”, afirma.

Um diferencial dessa iniciativa é a possibilidade que a representante da marca ganha em criar sua própria loja virtual com facilidade e personalização. A plataforma possibilita a edição do valor do produto, permitindo à representante aplicar descontos, promoções especiais, e ainda criar kits de produtos diferentes do catálogo. “Minha Vitrine Eudora é a grande oportunidade de divulgação de produtos para novos clientes, além de ajudar na compra e venda e na organização com históricos de pedidos e vendas finalizadas”, acrescenta Neves.

O Grupo Boticário está de olho também nas oportunidades mobile. Em abril, a empresa lançou uma plataforma mobile para o seu e-commerce The Beauty Box, loja multimarcas do grupo. Essa versão para smartphones traz o mesmo conteúdo, categorias e produtos do site, porém em um formato adaptado para o aparelho, que pode ser acessado de forma direta e rápida.

É possível ver todos os links do site, dar zoom nas fotos dos produtos, escolher as cores facilmente, além da conveniência de comprar em qualquer lugar, em poucos cliques e com segurança. A consumidora também pode acompanhar os pedidos e fazer busca das lojas físicas – são mais de 15, em São Paulo, Minas Gerais e no Paraná.

A The Beauty Box possui mais de 100 marcas em 11 categorias, entre perfumaria, maquiagem, corpo e banho, cabelos e unhas, incluindo a marca própria Produtinhos da Beauty, que possui mais de 60 itens de corpo, banho, cabelos e acessórios. A loja também comercializa itens Dior, Revlon Calvin Klein, Carolina Herrera, Givenchy, Shiseido, Lancôme, além das brasileiras quem disse, Berenice!, Eudora, Sol de Janeiro, Phebo e Granado, entre outras.

App de venda direta

Um aplicativo, lançado em maio, ilustra o investimento que vem sendo feito em comércio eletrônico de cosméticos. O Cora, app para dispositivos móveis, tem como foco principal facilitar e agilizar a relação entre consumidores e o revendedoras na venda direta, de diversas marcas, como Natura, O Boticário, Eudora, Avon e Jequiti.

O Cora funciona da seguinte forma: a consumidora baixa em seu celular ou tablet o aplicativo, em que haverá a lista completa de produtos de várias marcas. Ela irá escolher os itens que pretende adquirir e o app, através de seu localizador, achará a revendedora mais próxima (caso a consumidora não conheça uma). A revendedora cadastrada no app, por sua vez, receberá uma notificação de que a consumidora deseja comprar os produtos e então, irá responder com as condições de prazo e pagamento.

O cliente, ao aceitar o pedido, receberá os produtos da revendedora e fará o pagamento, de acordo com o combinado. Em todo momento, revendedora e cliente podem se falar por um chat interno para combinar os detalhes de entrega. “O Cora é um app agregador, ou seja, uma ferramenta onde estarão reunidas as mais importantes marcas da venda direta, o que o torna mais atraente para ser baixado pelas clientes e pelas revendedoras, pois não há necessidade de baixar um aplicativo de cada marca para comprar ou vender”, explica Mauricio Borges, CEO da 3bingo!, startup que desenvolveu o aplicativo.

Pesquisa de preços

O mundo virtual no mercado de cosmético possibilita o surgimento de diversas ferramentas. Felipe Massariol fundou Perfow, um site que promete ajudar o cliente a economizar até 35% em perfumes. A plataforma compara preços de fragrâncias importadas em lojas online.

A proposta é simples. A Perfow analisa os preços de aproximadamente mil perfumes em seis lojas – em breve serão 22, conforme a empresa anunciou recentemente. Em seguida, o site indica os melhores preços para os diferentes volumes de embalagem. “Com essa ferramenta, fica mais fácil encontrar um preço em conta”, diz Massariol. “Os produtos importados são objetos de fantasia e podem custar caro no Brasil, por isso a importância da pesquisa”, explica.

Além das funcionalidades de comparação de preço, a Perfow é uma comunidade para os entusiastas de perfumes. Os usuários podem avaliar os perfumes, seguir grifes de todo mundo e se informarem sobre novidades, além de compartilhar as suas fragrâncias preferidas. A meta da plataforma é aumentar sua audiência em dez vezes até o final deste ano.

Em março, a Telefônica Vivo já tinha feito algo parecido. A empresa lançou, em parceria com a Netfarma (farmácia online), um aplicativo para iOS (sistema operacional da Apple) de farmácia e perfumaria virtual. O serviço permite que o usuário compare preços de produtos da farmácia online com outros pontos de venda.

É possível também fazer a consulta de valores de mercadorias por meio do código de barras e efetuar a compra online. As compras feitas pelo aplicativo também contam com desconto para medicamentos, produtos de higiene pessoal, cosméticos, alimentos funcionais e produtos para mães e bebês. Outras vantagens oferecidas são o parcelamento em até sete vezes e, claro, a comodidade de receber a mercadoria em casa.

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